Escala de Acordes

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Você já ouviu falar em Jônio, Lídio, Dórico???

Mixo#11, Escala Alterada, Mixo b9 b13?!

Calma! Não se assuste!

Esses nomes são dados às Escalas de Acordes, ou seja, às notas e tensões que cada tipo de acorde pode “receber”.

Você já se deparou com algum acorde e se perguntou porque ele possui a tensão “9” ao invés de “b9”? Por exemplo, um C7M(9)?

Por que ele possui a b13 ao invés da 13? Por exemplo, um G7(b13)?

Acorde com #11? o que é isso?

A partir de agora você vai começar a entender o que significa tudo isso graças às Escalas de Acorde.

Porém, antes de começarmos, eu preciso fazer uma observação importantíssima!

O que nós veremos nesse e nos outros posts sobre Escalas de Acordes não se refere à Modos Gregos!

Os Modos Gregos e as Escalas de Acordes usam as mesmas nomenclaturas, porém, são utilizados em diferentes contextos.

Modos gregos se referem à Harmonia Modal. Já as Escalas de Acordes são utilizadas no contexto da Harmonia Tonal.

Portanto, tudo o que veremos aqui se refere à Harmonia Tonal, não confunda com Modos Gregos.

A hora dos Modos vai chegar em breve…Por enquanto, vamos nas Escalas de Acordes.

Notas de Acorde, Notas de Tensão e Notas de Passagem

Para entendermos Escalas de Acordes devemos ter conhecimento de 3 ideias essenciais: Notas de Acorde, Notas de Tensão e Notas de Passagem.

Notas de Acorde

Se referem às notas que fazem parte da Tríade ou Tétrade que formam o acorde.

Exemplo.: Em C7M as notas Dó, Mi, Sol e Si são notas de acorde.

Notas de Tensão

São notas que fazer parte da Escala na qual o acorde se baseia, porém, não estão na formação do acorde.

Podem ser usadas como tensão consonante para “embelezar” ou “colorir” o acorde e também podem ser usadas para gerar tensão na improvisação.

As tensões podem ser diatônicas ou não diatônicas. No segundo caso, são notas que não fazem parte da tonalidade da escala que gerou o acorde mas ainda sim são utilizadas, gerando tensões mais dissonantes.

Exemplo.: No acorde de C7M as notas Ré e Lá são notas de tensão diatônicas, pois fazem parte da escala de Dó maior, a qual se originou o acorde, porém, não são notas que formam o acorde de C7M.

Notas de Passagem

Também conhecidas como notas evitadas, são as notas que apesar de pertencerem à escala que originou o acorde, não geram uma boa sonoridade, tanto no contexto harmônico como no contexto melódico.

Isso ocorre devido a proximidade de apenas 1Semitom de distância entre essa nota e alguma outra nota do Acorde. Tal proximidade gera uma sonoridade “ruim”.

Exemplo.: Em C7M a nota Fá é Nota de Passagem, pois está muito próxima (1ST de distância) da nota Mi, que é a terça maior do acorde.

Comentário sobre as Notas de Passagem:

Acho muito válido explicar o porque que usamos a nomenclatura “Nota de Passagem”, ao invés de “Nota Evitada”.

Consideramos Nota Evitada uma forma um tanto “perigosa”, pois ela sugere que podemos usar essa nota de vez em quando.

Bom, vamos lá. Pensando em termos verticais, ou seja, se estivermos pensando em notas para adicionar aos acordes, essa nota é “proibida”, pois, a proximidade de semitom com a nota de acorde inviabiliza o uso das duas ao mesmo tempo.

Se você pensar que essas notas de passagem são apenas evitadas, isso pode levar a interpretação de que você pode usá-las “de vez em quando”, o que não é verdade.

Em termos horizontais, ou seja, na improvisação essas notas podem ser usadas justamente como passagem. Isso quer dizer que devemos utilizá-las em tempos fracos do compasso e não devemos repousar nelas.

Escalas de Acordes Maiores

Agora que você entendeu os conceitos de Notas de Acorde, Notas de Tensão e Notas de Passagem, vamos começar a montar nossas Escalas de Acordes.

Com isso, vamos descobrir quais notas podem ser utilizadas como tensão e como passagem em todos os 7 Graus do Campo Harmônico Maior.

O primeiro passo para montarmos as escalas do acorde é analisando cada acorde, começando desde o primeiro grau até chegarmos ao sétimo.

Depois que montarmos as Notas da Tétrade (Notas de Acorde), devemos completar utilizando as notas restantes da Escala que originou o acorde. Aí, teremos então, as Notas de Tensão e Notas de Passagem.

Método:

  • Caso a nota da escala esteja a 1 Tom de distância da nota de acorde anterior, ela é nota de Tensão, caso ela esteja a 1 Semitom de distância da nota de acorde anterior, é nota de passagem.
  • Classificaremos as tensões em referência do acorde, e não em relação ao tom. Por exemplo.: No quarto grau do Campo Harmônico de Dó temos o acorde F7M. Quando colocarmos a nota si para completar a escala devemos perguntar: o que a nota Si é em relação a Fá? Ela é uma quarta aumentada.
  • Quando a nota da escala for uma tensão, iremos utilizar os intervalos compostos. Quando a nota da escala for de passagem, usaremos intervalos simples.
  • Pegando o mesmo exemplo acima, o Si seria classificado como Quarta aumentada (#4) caso fosse uma nota de passagem. Se ele fosse uma nota de tensão seria uma Décima primeira aumentada (#11).

Pode parecer complicado, mas conforme formos fazendo, tudo se tornará mais simples.

A prática vai ajudar a compreensão.

Jônia – I7M

Nossa primeira escala partirá do primeiro acorde do Campo Harmônico Maior, o I7M.

Vamos fazer tudo aqui pensando na tonalidade de Dó maior, logo, é essa escala que nos servirá de base.

Primeiro Passo:

Montar a Tétrade: C7M – Notas > Dó, Mi, Sol, Si.

Segundo Passo: Completar a escala com as notas restantes > Ré, Fá e Lá.

Juntado tudo: Dó, Ré, Mi, Fá Sol, Lá, Si.

Repare que do Ré para o Dó temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, O Ré é nota de tensão. E vimos que Notas de Tensão serão representadas por intervalos compostos: Ré seria a segunda, no caso, será a T9 (Tensão Nove).

Do Fá para o Mi temos 1 Semitom de distância, logo, segundo nossa regra, será nota de passagem. Notas de Passagem serão representadas com intervalos simples, portanto: P4 (Nota de Passagem e ela é uma quarta em relação à fundamental do acorde).

Do Lá para o Sol temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra o Lá seria nota de Tensão. Contudo, nesse caso, a Sexta Maior é um intervalo “cambiável” com a sétima, isso quer dizer que o acorde do grau I pode ser com Sexta (C6 ao invés de C7M) ou também pode ser com a sexta e sétima juntas (C7M/6). Portanto, iremos considerar a sexta com nota de acorde.

Após todo esse processo, geramos a seguinte escala para o C7M:


Azul > Nota de Acorde
Verde > Nota de Tensão
Vermelho > Nota de Passagem
  • Tensões da Escala Jônia: 1 – T9 – 3 – P4 – 5 – 6 – 7
  • Acordes Possíveis: I7M – I7M(9) – I7M (6) – I7M (6,9)

Dórica – IIm7

Agora vamos construir nossa escala sobre o segundo acorde do Campo Harmônico Maior, o IIm7.

Primeiro Passo:

Montar a Tétrade: Dm7 – Notas > Ré, Fá, Lá, e Dó

Segundo Passo: Completar a escala com as notas restantes > Dó, Mi e Sol.

Juntado tudo: Ré, Mi, Fá Sol, Lá, Si, Dó.

Repare que do Mi para o Ré temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, O Mi é nota de tensão. Ele será a T9 (Nota de Tensão e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de uma segunda, por ser tensão utilizamos o intervalo composto, nona)).

Do Sol para o Fá temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, será nota de Tensão. Será a T11(Nota Tensão e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de décima primeira)

Do Si para o Lá temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra o Lá seria nota de Tensão.

Contudo, nesse caso, o Si é a sensível da tonalidade em questão (dó maior).

Se montássemos um acorde de Dm7(13), teríamos as notas Ré, Fá, Lá e Si. Esse acorde possui as mesmas notas que um G7(9) sem a fundamental.

Portanto, se nós consideramos o Si como uma nota possível nesse acorde iremos gerar a sensação de preparação, já que ele irá soar como um G7(9).

O problema de fazermos isso é que estamos em um acorde do Grau IIm7.

Como já vimos no post sobre Campo Harmônico, o Grau IIm7 possui função subdominante.

Ao tocarmos essa suposta T13 sobre o Dm7 (a nota Si) iremos promover uma sonoridade de preparação, ou seja, iremos pegar um acorde subdominante e colocar uma nota que irá caracterizá-lo como dominante. E essa não é a nossa intenção aqui.

Por isso, que, mesmo estando 1 Tom acima da nota de acorde anterior, nós vamos considerar que nos acordes IIm7 o sexto grau é nota de Passagem também.

Após todo esse processo, geramos a seguinte escala para o Dm7:


Azul > Nota de Acorde
Verde > Nota de Tensão
Vermelho > Nota de Passagem
  • Tensões da Escala Dórica:1 – T9 – b3 – T11 – 5 – P6 – b7
  • Acordes Possíveis: IIm7 – IIm7(9) – IIm7(11) – IIm7(9,11)

Frígia – IIIm7

Agora vamos construir nossa escala sobre o terceiro acorde do Campo Harmônico Maior, o IIIm7.

Primeiro Passo:

Montar a Tétrade: Em7 – Notas > Mi, Sol, Si, Ré

Segundo Passo: Completar a escala com as notas restantes > Fá, Lá, Dó

Juntado tudo: Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó, Ré.

Repare que do Fá para o Mi temos 1 Semitom de distância, logo, segundo nossa regra, O Fá é nota de Passagem. Ele será a Pb2 (Nota de passagem e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de segunda menor, portanto, b2).

Do Lá para o Sol temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, será nota de Tensão. Será a T11(Nota de Tensão e seu intervalo em relação à fundamental é de décima primeira).

Do Dó para o Si temos 1 Semitom de distância, logo, segundo nossa regra o Dó será nota de Passagem. Ele Será Pb6 (Nota de passagem e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de sexta menor, portanto, b6).

Após todo esse processo, geramos a seguinte escala para o Em7:


Azul > Nota de Acorde
Verde > Nota de Tensão
Vermelho > Nota de Passagem
  • Tensões da Escala Frígia: 1 – Pb2 – b3 – T11 – 5 – Pb6 – b7
  • Acordes Possíveis: IIIm7 – IIIm7(11)

Lídia – IV7M

Agora vamos construir nossa escala sobre o quarto acorde do Campo Harmônico Maior, o IV7M.

Primeiro Passo:

Montar a Tétrade: F7M – Notas > Fá, Lá, Dó, Mi

Segundo Passo: Completar a escala com as notas restantes > Sol, Si e Ré

Juntado tudo: Fá, Sol, Lá, Si, Dó, Ré, Mi.

Repare que do Sol para o Fá temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, O Sol é nota de Tensão. Ele será a T9 (Nota de tensão e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de nona maior, portanto, 9).

Do Si para o Lá temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, será nota de Tensão. Será a T#11(Nota de Tensão e seu intervalo em ração à fundamental do acorde é de décima primeira aumentada, logo #11).

Do Ré para o Dó temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra o Ré seria nota de Tensão. Porém, assim como no Grau I, o Grau IV também pode ser IV6 ou IV6/7M. A sexta e a sétima são intercambiáveis, por tanto, iremos considerar a sexta também como nota de acorde.

Após todo esse processo, geramos a seguinte escala para o F7M:

  • Tensões da Escala Lídia: 1 – T9 – 3 – T#11 – 5 – 6 – 7
  • Acordes Possíveis: IV7M – IV7M(9) – IV7M(#11) – IV7M(6) – IV7M(6, 9) – IV7M(6, #11) – IV7M(9,#11) – IV7M(6,9,#11)

Mixolídia – V7

Agora vamos construir nossa escala sobre o quinto acorde do Campo Harmônico Maior, o V7.

Primeiro Passo:

Montar a Tétrade: G7 – Notas > Sol, Si, Ré, Fá.

Segundo Passo: Completar a escala com as notas restantes > Lá, Dó, Mi.

Juntado tudo: Sol, Lá, Si, Dó, Ré, Mi, Fá.

Repare que do Lá para o Sol temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, O Lá é nota de Tensão. Ele será a T9 (Nota de tensão e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de nona maior, portanto, 9).

Do Dó para o Si temos 1 Semitom de distância, logo, segundo nossa regra, será nota de Passagem. Será a P4 (Nota de Passagem e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de quarta justa, logo 4).

Do Mi para o Ré temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra o Mi será nota de Tensão. Ele Será T13 (Nota de tensão e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de décima terceira mair, portanto, 13).

Após todo esse processo, geramos a seguinte escala para o G7:


Azul > Nota de Acorde
Verde > Nota de Tensão
Vermelho > Nota de Passagem
  • Tensões da Escala Mixolídia: 1 – T9 – 3 – P4 – 5 – T13 – b7
  • Acordes Possíveis: V7 – V7(9) – V7(13) – V7(9,13)

Eólia – VIm7

Agora vamos construir nossa escala sobre o sexto acorde do Campo Harmônico Maior, o VIm7.

Primeiro Passo:

Montar a Tétrade: Am7 – Notas > Lá, Dó, Mi, Sol.

Segundo Passo: Completar a escala com as notas restantes > Si, Ré e Fá.

Juntado tudo: Lá, Si, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol.

Repare que do Si para o Lá temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, O Si é nota de Tensão. Ele será a T9 (Nota de tensão e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de nona maior, portanto, 9).

Do Ré para o Dó temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, será nota de Tensão. Será a T11 (Nota de Tensão e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de décima primeira, logo 11).

Do Fá para o Mi temos 1 Semitom de distância, logo, segundo nossa regra o Fá será nota de Passagem. Ele Será Pb6 (Nota de Passagem e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de sexta menor, portanto, b6).

Após todo esse processo, geramos a seguinte escala para o Am7:


Azul > Nota de Acorde
Verde > Nota de Tensão
Vermelho > Nota de Passagem
  • Tensões da Escala Eólia: 1 – T9 – b3 – T11 – 5 – Pb6 – b7
  • Acordes Possíveis: VIm7 – VIm7(9) – VIm7(11) – VIm7(9,11)

Lócria – VIIm7(b5)

Agora vamos construir nossa escala sobre o sétimo acorde do Campo Harmônico Maior, o VIIm7(b5).

Primeiro Passo:

Montar a Tétrade: Bm7(b5) – Notas > Si, Ré, Fá, Lá

Segundo Passo: Completar a escala com as notas restantes > Dó, Mi e Sol

Juntado tudo: Si, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá.

Repare que do Dó para o Si temos 1 Semitom de distância, logo, segundo nossa regra, o Dó é nota de Passagem. Ele será a Pb2 (Nota de passagem e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de segunda menor, portanto, b2).

Do Mi para o Ré temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra, será nota de Tensão. Será a T11 (Nota de Tensão e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de décima primeira, logo 11).

Do Sol para o Fá temos 1 Tom de distância, logo, segundo nossa regra o Sol será nota de Tensão. Ele Será Tb13 (Nota de Passagem e seu intervalo em relação à fundamental do acorde é de décima terceira menor, portanto, Tb13).

Após todo esse processo, geramos a seguinte escala para o Bm7(b5):


Azul > Nota de Acorde
Verde > Nota de Tensão
Vermelho > Nota de Passagem
  • Tensões para a Escala Lócria: 1 – Pb2 – b3 – T11 – b5 – Tb13 – b7
  • Acordes Possíveis: VIIm7(b5) – VIIm7(b5,11) – VIIm7(b5,b13) – VIIm7(b5,11, b13)

Juntando as Ideias

Agora que aprendeu a montar as Escalas de Acordes no modo maior, você já é capaz de fazer o mesmo em qualquer tonalidade. O processo é o mesmo.

As tensões e notas de passagem de cada Tipo de Escala de Acorde serão sempre as mesmas.

Portanto, basta apenas montar o Campo Harmônico da Tonalidade que você quer de forma correta e aplicar as tensões e notas de passagem de cada Escala.

Resumindo aqui para vocês, no Tom de Dó Maior:

Chegou a Hora de Aplicar ao Instrumento

Agora que você aprendeu a montar as Escalas de Acorde no Papel, chegou a vez de passar para seu instrumento.

Monte os acordes e aplique as tensões possíveis de acordo com a Escala do acorde do Momento.

Procure bases na internet e tente improvisar tentando repousar nas notas de acorde, depois faça o mesmo com as notas de tensão.

Perceba a sonoridade e o impacto causado ao repousar nas notas de acorde e nas notas de tensão. Quais sensações elas geram?

Nas notas de passagem, procure usá-las em tempos fracos no compasso e por pouco tempo, apenas passeando por elas sem repouso.

Nos acordes, nem pense em colocar as notas de passagem…

Bons Estudos!

Divirtam-se.

Abraços

Gabriel Miguez

Opus 3 Ensino Musical

6 comentários em “Escala de Acordes”

  1. Olá! Parabéns!
    Até que enfim um estudo harmônico que não esquece das notas, das melodias…
    1 – usa-se algumas vezes, pelo menos em música popular, uma 4a (nota de passagem) como um prolongamento da tensão da dominante. (Ex. G7/4).. Funciona bem… E aí? É “errado”?
    2 – permite-se uma nota Mi num acorde Bm7 (5b) – (grau VII do CH de do maior) – mesmo estando a um semi tom da quinta bemolizada (fa)?
    Agradeço atenção e qualquer retorno. Abraços.

    Responder
    • Bom dia João, tudo bem? Que bom que curtiu nosso post.
      Com relação a primeira pergunta. A escala Mixolídia também pode ser utilizada sobre o G7Sus4, ao invés do G7. A única questão é que rola uma alteração na nota de passagem, a 3M se transforma em nota de passagem e a 4J vira nota de acorde. Só tem que ter atenção e observar se esse G7sus4 está realmente na função dominante ou se é um disfarce do dois cadencial (nesse caso pode até usar a dórica sobre ele). Foi até bom você ter mencionado isso, vou dar esse complemento no post.
      Já com relação a segunda pergunta: Pode-se usar sim a a nota Mi sobre o Bm7(b5) que não vai chocar. Especialmente se você tocar ele de fato como 11 e não como quarta. Se você toca o Mi como 4 e o fá como b5 vamos ter uma distância, de fato, de 1 ST (que seria uma segunda menor). Agora, se você joga o Mi uma oitava acima (transformando essa 4 em 11) vamos ter um intervalo de 7M entre esse Fá (b5) e Mi (11) e aí a sonoridade se encaixa bem. Dá uma testada no violão pra ver a sonoridade. Eu acho bem interessante.
      Qualquer coisa estamos aí! Grande Abraço!

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  2. Hum… até que se saiu bem da “saia justa”! Kkkkk… (desculpe, mas é uma dúvida real que surgiu). Porém, amigo, como quase sempre, tem a tendência de tentar explicar tudo pela harmonia, quando em alguns pormenores eu acho que só estudos profundos das melodias explicam bem… Enfim: sobre a nomenclatura que usam (“notas de passagem”, etc.) alguns poucos que estudam a fundo como vcs usam ao contrário, misturam conceitos, etc… (sou garimpeiro de estudos melódicos entre os adoradores da harmonia). Pergunto: quais as fontes de pesquisa vcs utilizaram para chegar a esta conceituação? Eu gostaria, se for possível, de consulta-la. Agradeço a atenção e qualquer retorno. Parabéns!

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    • Bom Dia João, tudo bem?
      Sim, o estudo das Escalas de Acordes devem sempre ser pensados considerando o contexto e a relação entre melodia e harmonia, principalmente se falamos em acompanhamento harmônico. No contexto de improvisação as coisas são “um pouco mais flexíveis” na medida em que podemos até forças notas de tensão que, a princípio, não ficariam boas…mas isso aí da muito assunto, rsrs. Com relação a nossa fonte de conhecimento, nós somos formados em Harmonia pelo CIGAM – Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical – foi lá, e também na vivência do meio musical, que aprendemos tudo de mais avançado que sabemos em harmonia e aqui nós criamos nossa própria linguagem e forma de ensinar Harmonia. Se você quiser pode consultar os próprios livros do Ian Guest disponíveis sobre o Assunto (Harmonia: Método Prático). Esse livro tem dois volumes, se não me engano. Grande abraço, qualquer coisa, estamos aí.

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